Ribeirão Preto estima gasto de R$ 21 milhões com limpeza e remoção de árvores após temporal que devastou cidades do interior de SP
27/07/2026
(Foto: Reprodução) Prefeito estima gasto de R$ 21,1 milhões com limpeza após temporal em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto (SP) terá um gasto de pelo menos R$ 21,1 milhões apenas com corte de árvores e limpeza de ruas devido ao temporal com ventos de mais de 120 km/h que devastou municípios do interior de São Paulo no fim da semana passada.
O valor é uma estimativa que consta em um ofício assinado nesta segunda-feira (27) para o reconhecimento de estado de emergência da cidade junto ao governo federal .
"Deixar a cidade limpa, ordenada, vai custar uma fatia muito grande do orçamento municipal, o qual não temos a disposição orçamentária, então a gente já está já fazendo os ofícios, pedindo a o repasse emergencial dos investimentos", disse o prefeito Ricardo Silva (PSD).
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Veja a descrição dos gastos:
limpeza emergencial e coleta de resíduos: R$ 4.388.993,00
lavagem manual e mecanizada de vias, praças e áreas públicas: R$ 8.394.722,00
remoção e transporte de descartes irregulares em vias públicas: R$ 1.222.898,00
recolhimento de massa verde: R$ 4.528.524,00
corte de árvores caídas: R$ 185.496,00
remoção de tocos de troncos: R$ 365.984,00
extração ou corte de troncos: R$ 875.910,00
extração de árvores por escalada: R$ 96.822,60
poda de formação, condução ou manutenção: R$ 897.520,00
poda de rebaixamento de copa de árvore: R$ 195.984,50
Além desses valores detalhados para a zeladoria, o município apontou a necessidade de recursos adicionais, ainda sendo cálculos, para apoio habitacional, para a reconstrução de 500 unidades para famílias desabrigadas, e para a restauração da infraestrutura de energia, incluindo a substituição de postes, fios e torres de alta tensão.
Árvore de grande porte foi derrubada por ventos de até 120 km/h que atingiram Ribeirão Preto, SP
Reprodução/EPTV
Cenário de devastação em Ribeirão Preto
O vendaval ocorrido na madrugada de 24 de julho causou danos severos e generalizados em Ribeirão Preto, afetando diversos setores da cidade, além da morte de um homem de 75 anos, que dormia enquanto foi atingido pelo desabamento de um galpão sobre a casa dele.
Até esta segunda-feira (27), mais de 1,2 mil imóveis da cidade ainda estavam sem energia elétrica e com troncos e galhos de árvores em praças e ruas.
Com a queda de dezenas de árvores, importantes avenidas, como a Nove de Julho, Dom Pedro - onde um pórtico caiu sobre um carro de aplicativo - e Francisco Junqueira, ficaram interditadas.
Segundo o ofício municipal, o temporal deixou 1,8 mil pessoas desalojadas e 12 desabrigadas, além de destruir o o Centro Pop, unidade de assistência social do município.
O documento também cita o colapso dos serviços essenciais, com queda de 100% da rede elétrica no auge da tempestade, além da destruição de dezenas de torres de transmissão, postes quebrados e fiações rompidas. A estrutura do sistema de água ficou 80% inoperante.
Na saúde, os hospitais também tiveram problemas, com danos estruturais e queda de energia elétrica. Centros de referência como o Hospital das Clínicas chegaram a ter atividades temporariamente suspensas.
Os impactos também foram sentidos na educação, com ao menos 26 escolas danificadas na rede municipal e aulas suspensas no início desta semana.
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