Dupla vai a júri popular acusada de executar mulher a tiros na frente dos filhos em disputa pelo tráfico
05/11/2026
(Foto: Reprodução) VÍDEO: criminoso baleou jovem na frente dos filhos em Rio Preto
Dois homens acusados de executar uma mulher a tiros na frente dos filhos, à época com quatro e dois anos, vão a júri popular nesta quinta-feira (5), no Fórum de São José do Rio Preto (SP). Júnia Calixto, de 26 anos, foi executada com sete disparos e morreu no local.
Os réus, Kalyson Signorini de Angelo Macedo, de 20 anos, e Roberto Antônio Brito de Souza, conhecido como "Juninho da Baiana", respondem ao processo na Justiça por homicídio triplamente qualificado, fraude processual e corrupção de menores. Ambos estão presos.
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O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro João Paulo II, motivado por uma disputa territorial pelo tráfico de drogas na região. A sessão de julgamento está marcada para começar às 10h.
Júnia Calixto morreu baleada por um criminoso em Rio Preto (SP)
Reprodução/Facebook
Imagens de circuitos de segurança flagraram a execução. Veja as imagens no vídeo acima. Logo após o crime a câmera instalada no local foi propositalmente virada para tentar impedir o reconhecimento dos envolvidos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público e as investigações da Polícia Civil, Júnia foi morta por vender drogas em uma área dominada por um grupo rival, localizada a poucos metros de um ponto chefiado por Kalyson. A suspeita dos criminosos era de que ela também era informante da polícia.
As investigações apontam que Roberto Antônio foi o autor dos disparos. Ele chegou ao endereço na garupa de uma motocicleta pilotada por José Guilherme Lousano Júnior, o "Escovão". O piloto da moto morreu em um tiroteio com a polícia em fevereiro de 2025.
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Kalyson Macedo (à esquerda) e Roberto Antônio Brito (à direita) respondem ao processo de homicídio contra Júnia Calixto em Rio Preto (SP)
Arquivo pessoal
José Guilherme Louzano Junior morreu na troca de tiros com os policiais em Rio Preto (SP)
Reprodução/Facebook
'Teatro armado', diz polícia
Criminoso baleou jovem na frente dos filhos em Rio Preto (SP)
Reprodução/Câmera de segurança
Durante a investigação, os policiais constataram que os três suspeitos de envolvimento no homicídio coagiram um adolescente de 14 anos a assumir o assassinato para permanecerem impunes.
Em troca, eles dariam uma arma, uma motocicleta e uma quantia em dinheiro. Por isso, entregaram a ele o revólver utilizado no assassinato de Júnia. Contudo, as investigações apontaram que ele não tinha envolvimento no homicídio.
Em entrevista à TV TEM, o delegado responsável pela investigação, André Amorim, disse que a execução da jovem teve “teatro” armado, porque o menor foi levado para um local afastado, onde tentaram modificar provas.
Acusados de matar mulher na frente dos filhos vão a júri popular em Rio Preto
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