Morte em academia em SP: câmeras de segurança mostram funcionário manipulando químicos ao lado de piscina

  • 09/02/2026
(Foto: Reprodução)
Imagens mostram funcionário com produtos químicos em piscina que mulher morreu em SP Câmeras de segurança da academia de natação onde uma mulher de 27 anos morreu no último sábado (7) mostram um funcionário do local misturando e manipulando químicos dentro do ambiente da piscina, ao lado de alunos que ainda estavam na água. As imagens são de uma área aos fundos da piscina. E as outras mostram a aula anterior à que causou a morte da professora (vídeo acima). A Polícia Civil investiga se a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, foi causada pela exposição dos gases gerados após a mistura dos produtos na academia que fica no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo. Segundo o registro da ocorrência, Juliana morreu depois de entrar em contato com a água da piscina do local. Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, a principal suspeita é a de que a manipulação de produtos químicos tenha ocorrido dentro do mesmo ambiente onde acontecia a aula: "O manobrista faz a mistura dos produtos químicos e leva para a piscina". O funcionário suspeito ainda não foi localizado pelos investigadores. Naquele dia, Juliana e o marido participavam de uma aula de natação quando perceberam que a água apresentava odor e gosto anormais. Depois da atividade, os dois passaram mal e avisaram o professor responsável. Eles procuraram atendimento médico no Hospital Santa Helena, em Santo André. No hospital, o quadro de Juliana se agravou e evoluiu para uma parada cardíaca. Ela não resistiu e morreu. Investigação aponta mistura de químicos Segundo o delegado, o manobrista deixou o preparo da mistura ao lado da piscina aguardando o fim da aula para jogar na água. A hipótese é que, como o ambiente é fechado, os gases subiram, e as pessoas tenham se asfixiado. No dia, por volta da 13h20, era a última aula. Então esse rapaz levou o preparo, a mistura, e colocou próximo à piscina pois estava esperando acabar a aula para jogar o produto na água, que estava bastante turva. Mas ele saiu do ambiente. Como era muito fechado, bem claustrofóbico, começaram a exalar os gases e as pessoas foram asfixiadas. Segundo o delegado, o marido da professora percebeu e começou a avisar todo mundo. "Graças ao marido da Juliana, que percebeu rapidamente e começou a pedir para as pessoas deixarem a piscina, foi que outras pessoas não chegaram a falecer", disse. De acordo com a polícia, o espaço onde fica a piscina tem pouca circulação de ar, o que pode ter contribuído para a concentração dos gases. A principal linha investigativa aponta que a mistura teria sido feita em um balde de 20 litros dentro do próprio ambiente da piscina. Outras vítimas passaram mal Segundo o delegado, cinco pessoas foram vítimas da ocorrência. No momento da aula, havia nove alunos na piscina. "O rapaz de 14 anos está internado respirando com auxílio de aparelhos, o próprio marido da Juliana está internado em estado grave, e temos duas vítimas que já tiveram alta e passam bem. São cinco vítimas", disse. Ainda segundo o delegado, a academia funciona há muitos anos no bairro, mas a atual administração é recente. "A academia é bem antiga no bairro, mas a nova administração é recente, tem cerca de dois anos. A empresa não tinha alvará de funcionamento. As instalações elétricas são precárias. Então, tudo isso será apurado no inquérito", afirmou. A Subprefeitura da Vila Prudente informou que a unidade foi lacrada por irregularidades documentais. Segundo o órgão, a academia não tem licença para funcionamento, e as vistorias iniciais apontaram que a segurança é precária. Mães relatam histórico de cheiro de produtos químicos O SP1 conversou com mães de ex-alunos que disseram ter cancelado matrículas por causa do cheiro forte de produtos químicos na piscina. Uma das mães relatou que registrou uma reclamação na administração da academia em abril de 2024 após a filha apresentar tosse intensa depois das aulas. Por e-mail, ela relatou que a equipe informou que a água era tratada com ozônio e com quantidade mínima de cloro. Ainda assim, segundo ela, a filha chegava em casa com cheiro muito forte de cloro no corpo. "Teve um episódio que ela entrou na piscina e, quando saiu, o maiô dela tava totalmente desbotado. Teve um dia insuportável, porque a piscina infantil é do lado da adulta. Estava um cheiro muito forte de um produto químico meio ácido, até o professor que estava dando aula falou que o cheiro estava estranho. Eu pedi para ela parar a aula. Tirei ela da aula", disse a mãe de uma aluna que cancelou a matrícula. Ela contou que, na época, conversou com um gerente da unidade. "Ele foi bem arrogante comigo, bem ríspido, não deu muita atenção. Parecia que eu estava criando o caso e acabei cancelando o plano dela", disse. Sobre os relatos, a academia C4 Gym informou, em nota, que prestou atendimento imediato a todos os envolvidos, que está em contato oferecendo suporte às vítimas e que colabora com as investigações. Sobre as reclamações registradas em 2024, a academia informou que, no dia em que a mãe sentiu o cheiro, houve um problema na máquina de ozônio, que foi reparado e voltou a operar normalmente. A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu na Zona Leste de SP após usar piscina de academia. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/09/morte-em-academia-em-sp-cameras-de-seguranca-mostram-funcionario-manipulando-quimicos-ao-lado-de-piscina.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Os grandes clássicos, os grandes ícones do Mundo do Rock.

Top 5

top1
1. Sadist

Stone Sour

top2
2. Back From Cali

Slash & Myles Kennedy And The Conspirators

top3
3. Taca Fogo

Tihuana

top4
4. Another-Brick-in-the-wall

Korn

top5
5. Eu que não amo você

Engeheiros do Hawai

Anunciantes